Tenhamos cuidado com os sentimentos. Quando o sentimento prepondera sobre a razão, é hora de dedicarmo-nos ao raciocínio.  

 

Basear nossas ações em arroubos sentimentais é abrir portas a uma percepção por vezes ilusória e distorcida da realidade e a sofrimentos imprevisíveis.  

 

Renegarmos nossa capacidade de raciocinar – em qualquer que seja o campo da vida – pode fazer com que doemos o melhor de nós a relacionamentos que trarão uma ilusão de felicidade que inevitavelmente ruirá, cedo ou tarde.  

 

Permitir que a paixão nos governe é realizar construção sobre terreno arenoso, jogando-nos à instabilidade e à angústia.   

 

Em matéria de afeto, devemos constantemente buscar o autodomínio para que não nos envolvamos e não envolvamos os outros em ligações sem compromisso, sem seriedade, sem responsabilidade, sem propósito elevado. Os prejuízos gerados nessas circunstâncias poderão ser muito maiores do que imaginamos e custar-nos mais de uma existência para serem reparados.  

 

O desrespeito aos sentimentos alheios fatalmente ensejará resgate doloroso para que nos eduquemos na seara sentimental. 

 

Equilíbrio é a chave.  

 

Educação e razão não são incompatíveis com o sentimento. Pelo contrário, são as forças que guiarão nossos sentimentos por caminhos mais seguros, direcionando-os a fins mais nobres.  

 

A paixão desenfreada aproxima-nos do sofrimento e da loucura, o amor verdadeiro aproxima-nos do Criador.