VONTADE DE CRESCER
VONTADE DE CRESCER
Luiza Ricotta
POR QUE PASSAR UMA VIDA INTEIRA LUTANDO PARA QUE ELA SEJA A MESMA, PARA NÃO PERDER
A SEGURANÇA E A ESTABILIDADE?
Vamos pensar uma pouco a respeito do que motiva as pessoas a buscarem o próprio progresso.
Podemos aqui lembrar e resgatar a importância do sentir-se bem, como a medida de sua evolução.
No entanto, muitas vezes, o fato de não termos experimentado novas situações na vida, faz com que tenhamos certas inibições e menos ousadia no que se refere a correr riscos.
Quanto mais economizamos em nossa vida (nossos comportamentos, atitudes), menos traquejo temos, mais insensíveis nos tornamos ao que nos rodeia.
Tudo isso acontece como forma de evitarmos o correr riscos. Menos riscos se torna sinônimo de menos possibilidades de ganhos por não termos acesso a esse universo de quem se permite inovar e aceitar as crescentes transformações enquanto algo extremamente produtivo em nossa vida.
Teremos muitas mudanças em nosso trajeto e isto, é bom que fique claro, pois ao sinal da necessidade de mudança, é necessário dar passagem a isto, dar vazão e facilitar que a mudança tome o seu lugar.
Sob o seu cuidado estará a intensidade destas mudanças.
Por vezes, nos agarramos ao que temos, acreditando que isso é a nossa vida.
Mas o que é uma vida se não há nela a possibilidade de aceitar o seu próprio dinamismio natural?
Por quê passar uma vida inteira lutando para que ela seja a mesma, sem alteração alguma, simplesmente para banir o fantasma de que querem te tirar a segurança e estabilidade?
É PRECISO MUDAR SEMPRE...
Aceite! acaba ficando mais fácil se você optar por não mais lutar contra você.
É certo que as transformações nos pegam de surpresa e causam até enormes sustos e deslizes de nossa parte, porque fomos culturalmente educados para mantermos as coisas do jeito que elas são.
A noção de certo e de bom está muito associada com a manutenção de certos atributos valorizados pela sociedade. Mas daí a propor uma semelhança ao que se refere ao universo pessoal, emocional e psíquico, é contrário à natureza humana.
Essa diferença é importante ser levada em conta para que assim você possa deixar de se exigir uma imutabilidade, que é irreal e inexistente em qualquer lugar onde vivem seres humanos.
Lembremo-nos sempre: não somos onipotentes, pelo contrário, erramos, acertamos, desfrutamos, destruímos, racionamos, amamos, enfim, somos pessoas.
Luiza Ricotta
Psicóloga e escritora